quarta-feira, 17 de maio de 2017

Dele






Fazia tempo que essa submissa não sentia o fogo queimar por dentro e carne tremular em todas as suas entranhas de vadia.


Sentir o corpo dessa puta delirar outra vez, foi como se ela voltasse a respirar o vital ar de repente, fazia tempo que ela não se sentia assim, estava adormecida nela mesma, parecia que os desejos estavam hibernados, precisando apenas de um daqueles gatilhos para despertar a vadia que existe nela e a fome desses desejos, desses pensamentos profanos, se tornasse perenemente fúria gostosa, do prazer e do tesão.


Não há venda, amordaça, não há cadeira, não há cordas rodeando o corpo dessa puta, existe apenas a impaciência, sem lucidez, um grito feroz preso na garganta. Ela se deixou afogar em pensamentos indecentes, violando os ouvidos, o corpo e a mente, onde estava adormecida a vontade de voltar a ser fêmea grita dentro dela, a vontade selvagem de ser possuída, açoitada, amarrada e usada, sendo jogada outra vez no mundo insano, objeto nas mãos daquele que a lapida. 
 
a primitiva não se pertence, não se merece, ela é apenas e unicamente dele... Um pequeno sinal disso, é que ele a proibiu de escrever ou de falar com ele na primeira pessoa... ela é dele e apenas isso.

primitiva

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