sexta-feira, 3 de março de 2017

Rastejando


Cada minuto que se respira e se sente vivo, se tornam únicos. Cada sentimento que ousa-se sentir é único. Não é porque esta vadia se ajoelha diante de alguém, que rasteja literalmente em sua direção, que não tenha amor por se ou isso a torna frágil, talvez por um momento possa até parecer fragilidade, mas que só se demostra diante de dELE.


Só aqueles que se aventuram a abrir a porta, a descobrir o que esta submissa é por trás das sensações, profundas, que mesmo quando o pavor toma conta de sua alma e mesmo assim se deixa alçar em voos maiores, por amor.



Por submissão, por vontade própria, somente esses podem ter orgulho da derrota ou da vitória, porque concederam-se viver intensamente ... Viver, esta vadia Vive entregando-se a Ele. A alma submissa, submissão imperfeita, amor imperfeito, impreciso, simples e rústico.

ela entra muitas vezes no labirinto da dor e espera por a mão pesada dele, quente a segura com força, mas que muitas vezes precisa apenas de um afago, contudo, mesmo assim segue calada.

Olham para ela e veem fracassada, porque não entendem o quanto por dentro, esta puta treme de satisfação, o quanto ela tem que ser forte para esta ali, prostrada.



Não conseguem enxergar o quão belo é a força de um amor submisso.


ela enfrenta medos, orgulho, ânsia, e os deixa para trás momentaneamente ou perenemente. Porque naquele momento revela toda essência desta devassa. Não se quebra diante dELE, diante dELE se entrega por inteiro.

Enquanto estava vendada ao senti o estalar do chicote, o corpo desta puta, mesmo antes de receber o primeiro golpe, estava entorpecido.


  


Quão e quase insuportável, é a dor dentro do peito, mas quanto êxtase e prazer em servir. Que cada marca, que cada súplica dela, se transforme em um troféu para Ele.




Quanta formas de amor, de submissão, de dor, de orgulho podem conter dentro de um ser humano e quantos seres humanos se deixaram apenas SENTIR assim, sem nada pedir mesmo desejando, mesmo querendo, mesmo ansiando, mesmo sem se caber querer. E se ama plenamente esta vil vadia, por ser assim e essa é simplesmente ela, schanna.






"primitiva - rastejando, sentindo a força de um domínio"

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Encantamento


Encantamento.


Na opinião desta submissa que escreve estas linhas, vivenciar o BDSM não é apenas as práticas em si feitas isoladamente é um todo a plenitude da essência BDSM.


É a fronteira do caminho para sexualidade para o erotismo, da intimidade, do outro lado do muro das convenções (se é que se pode falar em convenções). Se deixar levar pelo encantamento do Dominador. Sentir cada golpe como um processo intimo de transformação.



Tem também o cuidado, proteção, confiança, cumplicidade, e as atitudes do Dom e da submissa, está como figura passiva, em qualquer relação BDSM principalmente em uma D/s as práticas são o ápice e fazem parte desse todo. Um ciclo inquebrável que se completa.



As conversas, as sedutoras palavras escritas que soam como música orquestrada pelo Dominador (Ele) mostrando muitas vezes as faces de um sádico. Ensinando, instigando o conhecimento e o próprio (re)conhecimento como fêmea, observando cada passo, tendo a sensibilidade de conhecer esta vadia, de compreender esta puta, de se comprometer, isso encanta a mente desta fêmea e faz o corpo dela desejar transpor os limites. Não existe Dominador perfeito para submissa e sim o Dominador certo.





Aquele que quebra paradigmas que vai abrir  o caminho para o mundo de prazer, de redenção e rendição que jamais pensou esta primitiva que fosse possível.



Está vadia aqui, testemunha em muitas redes sociais as pessoas colocarem em seus perfis que BDSM como estilo de vida. mas na maioria das vezes apenas vivem, entre quatro paredes, isso para esta puta não basta. Ela não julga os que desejam e buscam essa forma de prazer. Mas para esta cadela saborear o controle no Dominador e sentir que entrou na parte emotiva, e na alma, vida desta, e que diariamente moldando a vadiagem, tornando inebriante e quase um vício.




Esta vadia já pensou de diversas formas diferentes até chegar em consenso de ideias ou dos valores que é construindo lentamente durante a trajetória desta puta dentro desse universo é lógico que tudo pode mudar, P/precisamos ter a mente aberta ser sagaz.


Por fim, esta vadia ver que no meio de tudo, S/somos homens e mulheres, somos criador(Dominadores) e criaturas(submissas) buscando, libertação dos tabus através da submissão e do Domínio. Em uma procura insana por si mesmo.


primitiva - rastejando, sentindo a força de um domínio

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Feliz 2017.




Agora que o ano esta se despedindo e estamos tão perto do final. Tudo parece,  tão sem graça  e me sinto tão cansada.
Minha mente não consegue pensar e nesse momento nada flui. Meu corpo está paralisado.

Queria tanto e tantos desejos alucinantes navegavam dentro de mim e parecem ter naufragado no mar de decepções.

Estamos tão perto de nos despedir  de mais um ano. Sinto como se tivesse matado o tempo,  os sonhos não realizados, os desejos que deixei  para trás, os planos que ficaram  para depois e depois e depois poderá  ser tarde demais.

Mais um ano está ficando para trás e pras trás. Também deixo um pouco de mim. Deixo os textos escritos nas paredes desse blog, minhas emoções, minhas lembranças. Sensações únicas de dor, prazer, alegria e um sentimento de superação  e tambem de equívocos de palavras mal ditas.

Agora que o ano está indo embora. Penso que poderia ter feito melhor ou até escrito melhor ou falado coisas que queria ter dito, mas nao disse. Todas as promessas não cumpridas, todos os olhares que deixei de olhar, os abraços que não dei, o beijo vazio.

 Foi um ano difícil e também está difícil esse seu final. Nem sei... Nem sei. De alguma forma tenho que ter esperança. Que 2017 seja melhor, mas não sei....não sei.

Desejo a todos que estiveram por aqui em 2016 um Ano Novo com amor. Aquela amor mais primitivo. Aquele amor cheio de intesidade, aquele amor com sensibilidade, com firmeza, com verdade. Amor vibrante, conflitante. Aquele amor rastejante, emocionante. Aquele amor que até pode deixar o coração tranquilo, mas pulsando com vigor. Feliz 2017.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

EnTre A DoR e O PraZer.



Passei muito tempo com medo de ser o que realmente sou..Faltava alguma  coisa em mim,  que não sabia bem o que era. Tinha  receio de atravessar as barreiras da razão e por mais que tentasse ser  normal não conseguia. Faltava algo e existe um buraco profundo em minha  alma. Lembro da minha infância, era tímida, olhar introvertido, sentava na última cadeira da escola e torcia pra ninguém me notar. Sempre a última a sair da sala de aula quando tocava o sinal.
 Aquela menina, que parecia ser mais velha do que era, se sentia um peixe fora d’água.  nunca fui de muito amigos.
 Quando a adolescência chegou  aproximadamente meus 14,15 e 16 anos(não faz muito tempo ..rsrs) comecei a criar uma outra garota dentro de mim.
A tímida se tornava mais sexy, usava uma maquiagem  mais pesada e roupas mais coladas e parecia que eu vivia duas vidas. Na escola,em casa eu era a tímida, a recatada,  aquela que não conseguia demonstrar os sentimentos  Mas quando me arrumava a garota aparecia. Ela  Sentia  uma atração pelo misterioso. Adorava saborear  o gosto do beijo dos rapazes  e na maioria das vezes  abria  olhos para ver o rosto deles, tinha uma certa provocação em mim.. Depois que me casei, virei a boa moça, a boa mãe a esposa quase perfeita, a  mulher do lar.  Aquela garota tinha ficado pra trás esquecida dentro de mim. O tempo foi passando, e eu tentava  esconder cada vez mais a garota e isso me frustrava como mulher.  Mas temia  em atravessar o portal. Virei espectadora dos outros. Mera observadora de uma realidade que me  parecia ser Surreal..Lia livros picantes, assistia filme de mulheres sendo surradas e isso me excitava, muitas vezes chegando ao orgasmo ali, solitária e dentro de mim a garota, se mostrava momentaneamente.
Chegou a ponto que minha essência gritava e então resolvi  arriscar. Sai da zona de conforto. Com a facilidade da internet não foi difícil dar o primeiro passo. A porta se abriu e eu entrei.
Estava em um mundo de uma excentricidade erótica as  variadas emoções e sensações tomavam conta de mim. No começo existia uma excitação dentro de mim.  e tentava imensamente me descobrir,me desvendar e me despir dos pudores do mundo baunilha. Seria ingenuidade desejar traçar algum tipo de analogia das sensações que sentimos,  entre os dois universos. A dor se torna parte de um prazer, um vício e ansiamos por sentir. Mas até chegar a esse ponto….. trazia  em mim ainda o estereótipo da boa moça do mundo.baunilha.

foi quando uma pequena frase invadiu o meu mundo e fez minha alma  estremecer
“olá.garota”  Foi nesse momento que comecei a trazer aquela garota de volta e aos poucos ela vinha a tona..  observei  os sinais, olhei  a minha volta, não generalizei… abra minha  mente , sentia a  vibração da minha essência submissa. E tudo em mim era demais, sentia demais, era demasiada intensa, me entreguei demais, errei demais e a vida nada mais é que acontecimentos sucessivos de nossas escolhas , não escolha de ninguém, as nossas……
Não sei  como dizer quando e como me descobri submissa ou em que momento a submissão se tornou parte de mim, simplesmente aconteceu. a garota que eu escondia foi se mostrando,  aparecendo,por mais que eu lutasse.  Ela sempre esteve ali em mim. Então a garota se tornou fêmea, se revelou,  deixei que ela fluísse. Porque isso não é uma receita. Não existe receita para se tornar submissa. Você é ou não é. E eu acredito que não e ser tornar e sim aceitar a condição de  ser submissa. Posso dizer que o caminho é  arduamente prazeroso  e muitas vezes até solitário. Foi difícil aceitar o primeiro tapa, mas depois que ele aconteceu...ha!!! isso é outra história.

Quantas vezes disse não a mim mesma. Quantas vezes  estive a ponto de desistir de tudo. Quantas lágrimas rolaram em mim face. E na escuridão da noite eu pedia, implorava que  aquela dor  fosse embora, que desgrudasse de mim. Então eu mesmo provocava uma dor física para tentar amenizar ou esquecer a dor que vinha de dentro e sozinha em um canto qualquer flagelava meu corpo. A luta era  diária  para superar meus limites. E me sentia no limiar  da dor e do prazer.
Meu sinto  estranha e diferente, mas ainda sou humana, ainda tenho um coração apaixonado, ainda tenho sonhos não realizados, tenho vida a percorrer. Mas meu vício me devora. Então teve um momento que tive que começar a exteriorizar toda essa intensidade que.existia dentro de mim da masoquista, da  submissa, Comecei a escrever em um blog, tirar fotos como forma de me expressar. Fui percebendo aos poucos que eu tinha uma força, que eu era forte. Minha submissão poderia até ter  certa  fragilidade em alguns momentos, mas isso é natural. Contudo, nunca fugi de nada, mesmo quando o medo tomava conta de mim, eu fui, fiz e faria e das coisas que falei cumpri todas. Porque para mim,  hoje não sei onde começa a mulher e termina a submissa ou vice versa, as duas se fundiram em uma só.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dominação psicológica.





Dentre as práticas no Universo BDSM que mais me fascinam, uma delas é a dominação psicológica e nesses dias andei pensando muito nela, na verdadeira entrega, tanto da submissa quanto, também do dominador. Não que outras Não sejam verdadeiras mas para mim está é muito especial, só acho.







Não há como fugir das correntes oculta principalmente dentro da D/s. A cada palavra, a cada olhar, a cada detalhe, os pequenos detalhes mesmo ou mesmo, o próprio silêncio, se tornam sinais reais da autoridade controladora, do Dominador. E mesmo que haja a distância, que se interrompa este poder. A presença do Dominador se solidifica a partir, simplesmente da lembrança do som de sua voz. E assim, o elo,se faz, praticamente indestrutível. A submissa se torna prisioneira sem algemas e sem grades.





Para mim a dominação psicológica é a mais erótica, existe uma mágica sedução, nessa prática dentro do BDSM. O Dominador seduz sua presa(submissa), indo além da beleza, da aparência ele procura algo maior, sua essência, onde ele vai montar pedra por pedra a personalidade dela, segundo sua vontade.




Com poder de persuasão usando as palavras com maestria. Em um processo gradativo de dominação e sedução, com muita habilidade e diariamente dando doses de sua dominação. A submissa tem que está disposta a receber totalmente, toda essa doce loucura e se entregar completamente, e digo isso não é fácil é para poucas, não que outras sejam menos submissas,simplesmente vai da essência de cada um. O que é bom para mim, o que me dá prazer, pode não dá prazer a outros e vise versa e por aí vai.




No Mundo BDSM,muitos Dominadores desejam ter esse poder que emana de cada um. Os que conseguem viver essa dominação, terão na minha opinião a submissa plenamente.


E quando a D/s termina e aquela voz ainda ecoa em sussurros na mente da submissa...... Ai é outra história.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Dor E Tormenta



Dias de dor e tormenta


Gargalho um riso sem graça, um sorriso absurdo na intenção de ironizar essa violenta dor


Se agita a tormenta,gargalha a dor como uma convulsão atroz em uma lenta agonia.


Caiu sobre o chão fremente em convulsões, onde o sangue quente estuoso quer me afogar nessa dor que parece não cessar.


Músculos retraídos em um sorriso sem graça em disfarces e máscaras que retém o olhar profundo de tristeza.


Se engana pedindo bis……


Dias de tormenta entre a tempestade e trovões a dor dilacera a alma.


Não existe estabilidade, não existe controle.


Derramo o sumo da minha dor.


Ah! Se soubesse morrer….


A dor sombria, infinda, gemente é como cálice do sabor da humanidade perdida.


A Tormenta escureceu o brilho do meu mundo.


Me engano pedindo bis……




domingo, 6 de novembro de 2016

D/s



Descobri o Mundo BDSM a pouco mais de um ano e certamente vive momentos tão intensos que jamais suponha vive-los. Me vi muitas vezes cercada por muitas sensações, dessas que não sabemos expressar em palavras.

Andei navegando em mares de emoções e pensamentos.

Me deixando guiar pela minha submissão. Pelos meus instintos. Instinto de fêmea que a cada dia aflora dentro de mim como um furacão...... inexplicável furação, de dor,  de prazer,  de raiva,  de tristezas, de saudade, de medo, de paixão e desejos.......


E depois de certo tempo tentamos  amadurecer ou  pelo menos compreender tudo isso.

Uma D/s pra mim é mais do que a própria sigla por si só tenta transmitir, o D/dominação (ordenar), o s/submissão (obedecer), afinal o que é ordenar?   Restaurar, colocar em ordem, determinar etc.. O que é obedecer? Acatar, submeter, cumprir ordens, etc... Isso faz uma D/s?  É a essência dela?  Penso que não, eu tenho um chefe, por exemplo ele me ordena alguma coisa e eu obedeço e cumpro as ordens dele e nem por isso tenho uma D/s com ele ou ainda dando um exemplo bdsm uma relação de Dono/pet não é o correto, normal o cão obedecer a seu dono?




Penso que uma D/s é muito mais que isso, tem haver com o poder que o Dominador emana sobre a submissa, sobre conquistar a confiança dela e posso até dizer que uma D/s tem haver muito com hierarquia, mas não uma hierarquia imposta e sim conquistada dia apos dia, grão apos grão, tijolo por tijolo.


Fiz varias reflexões. Observei bastante e estudei um pouco também. Estou longe de ser uma especialista, mas tenho minha opinião, minha vivencia neste pouco tempo e vejo que não ser "obediente" não vai de encontro a minha submissão, ela faz parte da minha essência de submissa.

Para isso existe o adestramento que não é uma coisa que se faz da noite para o dia, leva tempo... é ai que entra a essência dominante na relação D/s, o comprometimento, a paciência o discernimento do dominador.

 É também importante, à vontade, o desejo do Dominador de dominar aquela submissa de ter a obediência dela e de ter em suas mãos sua submissão, tal qual um diamante.


Todos os dias quebrar tabus. Disciplinar sua garota. Sentir prazer em te-lá de quatro aos seus pés. O dominador que consegui isso é o verdadeiro dominador em minha opinião.

Essa para mim é a verdadeira D/s  amor,  paixão, cumplicidade esses sentimentos geram força,  mesmo com os mais diversos obstáculos, ela (D/s) persisti dentro dos dois, dos três etc...Por que no BDSM é assim podemos estar em relações múltiplas com a mesma intensidade e prazer que qualquer outra.

Sentir a submissão se complementar com a dominação é coisa rara.



Uma D/s para mim é controle, hierarquia, disciplina e o mais importante disso O SENTIR.

 Não  adianta o dominador ter a submissa ela precisa sentir que ele a tem e ela sentir isso através dos cuidados, atenção, da proteção que Ele da a ela, mesmo na hora da disciplina, do castigo os ' erros devem ser corrigidos por Ele, os acertos devem ser parabenizados, mesmo que fazer o melhor seja obrigação, a submissa se motiva com um: "muito bem garota" ela se sente feliz por esta fazendo a coisa certa.  Se sente feliz por esta  seguindo os pensamento dELE epor ai vai.......Isso para mim é D/s.


Também é importante dizer que ambos têm querer esta nessa relação, consensualidade é uma das bases do BDSM.

Existem vários tipos de D/s, mas em minha opinião todas tem o mesmo sentido, mesmo que tenham suas peculiaridades, todos desejam prazer de forma plena e anseiam por isso.

Vejo a D/s dia a dia florescer e aos poucos o dominador entrar na mente de sua submissa. Dando doses de dominação, oferecendo sua palavra, sua guia, oferecendo seu silencio e encaminhando-a por caminhos que Ele escolheu pra ela.



Ser prisioneira dos desejos de outro é prazeroso, isso que penso que a submissa almeja, pertencer. Que Ele a coloque no seu lugar que é no chão aos pés Dele e saber que se precisar pode contar com aquele que Detém sua submissão, seu coração, sua alma e seu corpo, isso é confiança, isso é entrega, isso para mim é uma D/S.